Na verdade, hoje, não sei por onde começar.
Na verdade, não sei nem aonde eu estou ultimamente. Eu me sinto tão longe de mim,
tão fora da minha essência que não me vejo mais...
Não consigo mais saber, nem enxergar onde é a saída para as dores do meu coração. E realmente, não sei o que fazer desta vez. Esta ficando cada vez mais difícil suportar.
Eu queria mesmo 'voltar pra casa', sentir a brisa que me tocava e me fazia voar antigamente.
Me pego pensando em como eu era antes de tudo, antes de qualquer coisa, antes do nada que me tornei.
Nem mesmo as garrafas da meia-noite levam as minhas memórias, memórias essas que me roubam o sono, me roubam o sorriso.
Não há culpados, eu sei. O problema sou eu, aliás, sempre fui eu.
Não quero me arriscar por medo de todas as pessoas serem iguais, ou iguais a mim.
Sim, eu sinto falta de alguns sorrisos, de algumas risadas, de alguns beijos, de alguns toques...
Mas o que há de pedir, se não posso ter nenhum?
Perca de tempo.
Queria acordar no dia vinte e seis de dezembro de mil novecentos e noventa e dois e me escrever, escrever uma nova história, onde a dor não existiria, onde essa saudade... Eu seria sim, um novo eu. Mas, estou aqui, preciso respirar, quero viver, quero seguir, sem mesmo saber quando isso tudo vai ter fim.
'And now, i miss everything about you, can't believe that I still want you
and after all the things we've been through i miss everything about you, without you.'
Nenhum comentário:
Postar um comentário