E é assim que hoje me sinto.
Não posso reclamar pela falta de pessoas ao meu redor, não posso dizer que não há amor que me rodeie e nem falta de carinho, pois há. Não posso reclamar da falta de amigos e nem de um ombro pra desabafar, também não posso dizer que é a falta de Deus, pois ainda sou atento a ele e seus preceitos, mas, mesmo assim, me sinto vazio e só.
O ano que se passou me deixou muitas dores, muitas ilusões e muitos arrependimentos. Tenho alimentado cada momento desde então e, acho que, isso está me afetando de uma forma um tanto intensa, tomando parte do meu tempo e dos meus dias.
É um vazio que não se explica, é a falta de algo que não sei o que é, o choro calado de algo que não me machucou, o frio que não é aquecido. É algo que as palavras não curam, que um abraço não descarrega e pela primeira vez na vida sei o que realmente é estar triste.
Sei como é não encenar bem um sorriso perante os amigos; sei também que nem todos param pra realmente saber se o meu sorrir é sincero. Desde que eu esteja sorrindo, isso basta para que me passe por alguém feliz.
Me sinto tão angustiado que não há onde respirar, digo isso não no sentido físico da palavra, mais sim no que diz respeito a alma e ao coração. Me sinto ileso a qualquer agressão, ou a qualquer insulto. Parece que as coisas que são tocadas a mim não surtem o seu efeito, e ao mesmo tempo, me sinto frágil a qualquer aperto de mão.
Sempre soube que se sentir só é sempre um momento pra revisar o que você fez, o que faz e o que pretende fazer. Só que desta vez me sinto totalmente imune a qualquer decisão, a qualquer regressão e a qualquer plano que seja. Sei que as vezes isso até se torna grosseiro pelo modo em que vivemos, onde tudo 'está bom', 'tá legal'... mas não consigo canalizar uma saída. Não é ser sentimental, não estou sendo poético e muito menos querendo ser convincente. Esta é a minha realidade, é a minha sinceridade.
Pedi que 2011 aconteça , e só; e não foi à toa. Não quero me prender a planos, não pensar em nada e muito menos ter alguma expectativa.
Se ainda há um Deus nos céus que ainda ouve as minhas orações eu não sei, nem sei se ele tarda mas não falha. Só me resta fé.
Mas, e enquanto isso? O que fazer, então?
Quero fugir e me desprender de toda essa tristeza, de toda essa angústia, quero a verdadeira paz interior, quero tentar viver a minha vida. Quero ser realmente auto-suficiente, ser realizado por ser quem eu sou. Quero, eu quero, também quero, quero...
Eu só quero... felicidade.
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