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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Semblantes abandonados.

   'Era uma manhã chuvosa, e ele ainda não tinha levado as contas ao banco para pagar; Mais ainda assim, não conseguia deixar que as lembranças da noite passada lhe invadissem o pensamento e o fizesse transparecer toda aquela amargura. Lembrava apenas do seu último beijo doce, daquele abraço da noite fria que havia se passado. Suas mãos que o acariciavam e o fazia se sentir único e importante no mundo. 
  Um bilhete mal escrito deixado por ela em cima de seu criado-mudo nesta mesma manhã, parece que o fizera acordar daquilo que não havia sido um sonho mas que, com um simples pedido de desculpas e um 'adeus' em letras de máquina, o fariam sentir acordar de um.
  Ele não sabia porque, nem se quer lembrava de qual era a última expressão da amada antes de dormir... Mas de uma coisa ele estava mais que certo, que por mais que tudo estivesse ao fim e as circunstâncias o roubara o que mais lhe trouxe paz e aconchego, ele jamais deixaria de a amar.'

(@patriickazevedo)

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